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sábado, 17 de novembro de 2012

E aí está ele, gente~

Acabo de postar o tão esperado prólogo da história, no post abaixo como podem verificar.
Espero que seja do vosso agrado e que se divirtam tanto a lê-lo como eu me diverti a escrevê-lo xD
Também espero que não haja nenhum erro ortográfico/gramatical do qual não me tenha dado conta º3º Eu reli o texto umas quantas vezes e fiz vários ajustes, mas há sempre uma coisa ou outra que escapa~
Queria aproveitar para pedir desculpas pela enorme demora, eu sei que isto já devia ter sido escrito mais cedo xD É que ainda precisava de me certificar de umas coisas... O nome do nosso caro ajudante foi desde o início revelado, mas o nome da cientista permanece uma incógnita, huh? Resolvi fazer isso on purpose, fiquem com a curiosidade xD
Agora, relativamente ao capítulo 1... eu não faço a mínima ideia de quando o irei publicar, mas provavelmente ainda vai levar um tempo. Ando bastante ocupada com a escola e além disso tenho alguns outros projetos nos quais trabalhar. A esses fatores junta-se ainda o facto de que preciso de pesquisar mais. Sim, pesquisar. Porque esta é uma história que requer pesquisa para ser escrita. Embora no geral isto seja uma coisa com muita comédia, uma história mais leve com uma vertente mais fantasiosa, não deixa de ter que ser rigorosa nos factos apresentados. Antes de incluir cada personagem, preciso de pesquisar o máximo que puder sobre o animal em questão, e certificar-me de que tudo está em ordem e condiz com a forma de ser do mesmo. Não vai ser nada de super científico, não se assustem. Mas é mesmo indispensável informar-me mais sobre alguns animais que ainda não conheço bem x3

E bem, estou feliz por isto estar feito. Estou entusiasmada com os próximos capitulos, ainda tenho tanta mas tanta coisa para fazer acontecer~ Estou certa de que será divertido desenvolver a história e cada uma das personagens. Além disso procuro usar isto como forma de melhorar as minhas capacidades de escrita... estou a sofrer com o novo acordo e tal, ainda há muita coisa que eu não sei se deve ser alterada u_u Felizmente vou receber um dicionário novo no meu aniversário, e faço questão de o consultar durante qualquer dúvida que surgir na redação de capítulos futuros~ ( E eu devia começar a levar a sério a ideia de LER o dicionário, preciso de aumentar o meu vocabulário, às vezes faltam-me palavras para dizer o que quero >_>)

E bem, ESCREVI DEMAIS, mas espero que estejam mais esclarecidos sobre certas coisas. Estou a aceitar sugestões para a história e personagens enquanto trabalho nos próximos capítulos, qualquer coisa digam, sim? 8D

Fico sinceramente à espera de comentários e opiniões sobre o prólogo btw, espero recebê-los~ UvU

Até breve~

~Prólogo~

Quem passasse por perto daquele edifício podia adivinhar que algo de muito estranho se passava lá dentro. Primeiro foi o intenso som dos passos apressados e das correrias, depois o ruído de ferramentas em utilização, seguido do tilintar de recipientes de vidro e algumas faíscas. Logo após isso, pequenas risadas e manifestações de entusiasmo, juntamente com alguns sons de maquinaria e protestos ocasionais vindos do segundo andar. Alguns estrondos, explosões, o estilhaçar de umas quantas garrafas, mais barulhos de máquinas em funcionamento, um pequeno silêncio misterioso, e…
-Sim! SIIIIIM!!! – uma voz feminina ecoou, tão alto que não seria de admirar se toda a cidade tivesse ouvido – Finalmente, finalmente está pronta... Ren! – um súbito silêncio – REN, DESCE CÁ ABAIXO, RAIOS!
Ouviu-se algo cair ao chão no andar de cima, seguindo-se mais uns quantos protestos, e o dito cujo lá desceu as escadas.
-Não sabes ter calma e falar mais baixo mulher? Não dormi nada esta manhã por tua culpa – um rapaz, de aspeto peculiar, fitou a emissora dos gritos com a expressão irritada de alguém que tinha sido acordado à força, olhando de seguida para o relógio na parede – Oh meu deus, são oito da manhã! Que tipo de alteração possuis tu no cérebro que te impede de dormir como um ser humano normal? – o rapaz olhou-a chocado, passando de seguida uma das mãos pelos cabelos rosados e levando a outra à boca para cobrir um longo bocejo.
-Para quê dormir quando podes revolucionar a história da humanidade? – a mulher, com longos cabelos amarrados em dois rabos-de-cavalo compridos e uma bata de laboratório vestida, falou com entusiasmo enquanto puxava o pobre rapaz até junto de um enorme engenho com um ar suspeitoso – Isto, meu caríssimo e fiel ajudante, é a invenção que nos tornará internacionalmente conhecidos e irá, com certeza, modificar por completo toda a história deste planeta desde os seus tempos primordiais. Esta obra-prima, com a qual tenho vindo a perder vários dias-
-Podemos saltar a parte das introduções grandiosas e passar logo ao que importa? Diz-me lá o que é que essa… essa coisa faz – Ren falou, ensonado.
-Esta “coisa”, meu lindo, é nada mais, nada menos do que uma máquina com a capacidade de converter qualquer animal, seja de que espécie for, num ser humano completo, com a mesma capacidade de expressão e raciocínio que tu e eu possuímos! – respondeu ela, com um sorriso quase diabólico na face. O seu entusiasmo e felicidade eram bem visíveis.
- Aham, e que provas tens tu de que essa geringonça funciona? – o rapaz olhou-a desconfiado.
-Bem, como seria de esperar, ainda não foi testada. Podemos fazer isso agora mesmo, que tal usarmos o peri-
-Não, não e não! – gritou ele, enquanto corria para junto de uma gaiola com uma pequena ave colorida no interior, abraçando-a fortemente contra si – Este é o meu periquito e ninguém, NINGUÉM, senão eu, está autorizado a tocar-lhe numa pena que seja! Estamos entendidos sua louca?
A cientista revirou os olhos e coçou a cabeça, passando o olhar pelas paredes da divisão e voltando logo depois a focar-se no rapaz.
-Sabes, que, eventualmente, esse pássaro um dia irá morrer e isso é bem pior do que-
-Cala-te, cala-te, CALA-TE! Não digas essas coisas horríveis, estás a assustar o meu Piriri! – Ren olhou-a intensivamente com um ar aterrorizado, enquanto a pequena ave simplesmente pulava em ignorância no interior da sua casa.
-Mau, mau… a mandar-me calar? Sabes que te posso pôr fora da porta a qualquer momento?... – ameaçou ela com um sorriso provocador.
O rapaz então recompôs-se de imediato, retomou uma expressão mais séria e calma, e foi pendurar a gaiola no lugar devido. Olhou a mulher de relance enquanto se certificava que o objeto estava bem posicionado, dando a volta de seguida e tornando a falar.
-Eu sei… – suspirou – mas nada de experiências com os animais de estimação dos outros, entendido? Além disso, se algo correr mal com essa coisa aí, posso muito bem ser a única pessoa com a capacidade de te tirar de problemas… não sei se seria muito conveniente expulsares o teu salvador de casa. – deu um ligeiro sorriso, erguendo uma sobrancelha. A cientista simplesmente o olhou com uma expressão nula, enquanto um silêncio inquietante se levantava entre os dois.
-Bah, como queiras. – respondeu ela, começando de seguida a fixar o olhar  no topo das paredes, procurando por algo – Vamos experimentar com aquela aranha ali, então! – exclamou, apontando para a pequena criatura que despreocupadamente encurralava um inseto nos fios da sua teia.
-Não sei se isto vai ser bom…
Ignorando as palavras do jovem, a mulher encaminhou-se até à sua grandiosa máquina e começou a ajustar uma série de mecanismos e alavancas, rodando-a ligeiramente e dirigindo a pequena lente que esta possuía para o local onde o animal estava.
-E agora observa, meu caro, como é dado em poucos segundos o maior salto da humanidade! – a cientista falou, orgulhosa, e premiu de imediato um eminente botão verde situado na parte traseira daquela tão peculiar invenção.
A máquina começou a tremer ruidosamente e a produzir uma série de sons estranhos que os deixaram a ambos perplexos. Então uma pequena luz acendeu-se, e no preciso momento em que tudo parecia estar a funcionar… o aparelho subitamente parou de se mover. A cientista olhou-o, desconsertada.
-Não me digas que tive tanto trabalho para nada... – encarou a máquina, desiludida e relativamente irritada.
-Eu disse que não ia funcionar. – Ren comentou, com uma expressão ligeiramente divertida.
Esta começou então a tocar na máquina por todos os cantos, a ajustar todos os botões e alavancas, dando uma série de pancadas em todas as partes do aparelho, parando logo de seguida ainda mais desiludida.
- Raios, está tudo no sítio, POR QUE RAIO NÃO FUNCIONA?? – a mulher pontapeou a máquina, furiosa, e esta subitamente começou a produzir um estranho som no interior. O som adensou-se cada vez mais, e quando estava tão intenso que era quase impossível ouvir mais alguma coisa, soltou-se um enorme “KABOOM!”, e uma série de raios luminosos saltaram por todos os cantos, desaparecendo pelas paredes e deixando a máquina em fanicos.
A cientista e o seu ajudante assistiram a tudo, atónitos, ficando no ar um pequeno silêncio logo após o enorme estrondo, silêncio esse que foi imediatamente quebrado.
-Oh não…